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            Um filme sobre nós? Sim, um filme sobre a nossa sociedade hipócrita e maleável. Uma metáfora irônica da realidade. Estrelando como protagonistas, sujeitos passivos que precisam se encontrar fora dos valores materiais impostos. “Você não é sua BMW”, esta é uma das afirmações que Tyler Durden (Brad Pitt) cospe para os espectadores. Você pode amá-lo ou odiá-lo, mas com certeza, Clube da Luta vai lhe fazer pensar.

Jack, personagem de Edward Norton é o indivíduo que se aproveita da estrutura american way of life. Tem um bom emprego e um belo apartamento, só que um problema, não consegue dormir. Sua vida não tem graça e precisa de reuniões onde as pessoas estão a beira da morte para poder se sentir vivo. Até que conhece Tyler Durden, um vendedor de sabonetes e sua vida começa a mudar radicalmente. Primeiro o seu apartamento explode e logo está criando junto com Tyler o clube da luta.  

Nada de violência gratuita, no clube da luta ninguém quer mostrar o melhor de si, todos querem apanhar e experimentar sensações de estarem vivos, chegar ao limite da dor. Mas o filme não fica só nisso, ele se enreda por caminhos muito mais obscuros, como a auto-flagelação, dupla personalidade, hipocrisia da sociedade, sujeitos passivos, questionamento de valores morais, terrorismo e o melhor de tudo, a tentativa de destruição, através do ‘projeto caos’ do falso moralismo. É o cinema denúncia, o cinema realista. Nada de mitos a lá Schwarzenegger, nada de heróis e sim pessoas normais como todos nós.  

Além de tudo o filme completa sua ideologia, fechando com chave de ouro, no aspecto personalidade. O desejo de ser o perfeito, o que está dentro dos padrões... mas não esclarecerei que tipo de personalidade é essa para não estragar a diversão de quem ainda não viu o filme. É o grand finale! Clube da Luta vale a pena, mas cuidado, é perigoso.