\n'; document.write(barra); } } changePage();
CiNeLuMeNs - DoMéStIcAs, O FilmE
Clique nas imagens para ampliá-las
ELA É DOMÉSTICA!!!
Raimunda, Cida, Quitéria, Créo e Roxanne são os nomes das cinco hilariantes e reais personagens do filme “Domésticas” de Fernando Meirelles e Nando Olival. De coadjuvantes no melhor da dramaturgia nacional, essas cinco mulheres passam a protagonistas neste cinema realidade.
Uma realidade que está ou já esteve dentro de nossas casas, principalmente dos lares da classe média e alta. “Domésticas” é um filme totalmente dedicado ao mundo dessas mulheres coadjuvantes da vida. Realmente, o enfoque está apenas nelas, pois os patrões não dão as caras neste filme, eles participam apenas nas conversas e menções das domésticas, portanto, não há conflito.
O objetivo do filme não é demonstrar a luta de classes ou algo mais complexo do que isso. É sim mostrar o lado humano do cotidiano de mulheres que desconhecemos por inteiro. Ingenuidade, pouca ambição, ilusões e uma certa ignorância fazem parte das personagens. Se olharmos a fundo, se pensarmos socialmente, tudo isso é muito triste, só que não chegamos a chorar no filme, o tom adotado pelos diretores é de riso fácil, seria de propósito? No final nos pegamos rindo de algo que não deveríamos sequer pensar em achar engraçado.
Um certo mal-estar nos faz pensar. O filme não explica o porque destas mulheres estarem naquela situação, o porque de tudo, apenas retrata o que ainda não foi evidenciado, o que ficava por trás. Baseado no espetáculo teatral escrito por Renata Melo, que também participou como co-roteirista do filme, “Domésticas” é humanista em sua essência.
Por levarem uma vida simples, aos nossos olhos seus problemas também passam a ser simples. A dúvida da data de nascimento, o sonho de ser modelo e achar que pode começar a carreira sendo puta, o sonho do casamento da forma mais simples. Suas ambições são pequenas e parecem sofrer menos do que aqueles que querem demais e se sentem fracassados. Uma visão mais ampla faz de domésticas um filme dramático.
O
filme se passa na cidade de
São Paulo, o grande sonho de pessoas vindas de outros cantos do país. Imagens
da cidade recheiam o filme com um certo tom dramático, o tornando muitas vezes
até semi-documental. Atuações interessantíssimas de Cláudia Missura,
Graziella Moretto, Lena Roque, Olívia Araújo e outras atrizes que dão vida às
domésticas. Não são nomes muito conhecidos, mas quando vistos na tela, são
totalmente familiares, muitas dessas mulheres fazem parte do elenco de
propagandas de TV. E é nessas horas que me pergunto, por que tais talentos não
são reconhecidos? Talvez porque elas não são modelos e manequins, são
atrizes de verdade.
É um filme pra ser assistido com olhares despretensiosos, mas com olhares humanos. São diferentes visões de cinco mulheres sobre o paraíso, mas que dividem o mesmo inferno, serem domésticas.