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Três cassinos, um segredo, 160 milhões de dólares, 11 homens. Um filme cheio de números, cheio de informações, não pisque, você poderá perder alguma coisa. Novo filme de Soderbergh, sem muitas pretensões, mas cheio de qualidades. Talvez seja o que mais vale no momento de se fazer cinema.
Um filme cheio de astros, que cobram orçamentos milionários para atuarem, estão à busca de 160 milhões de dólares, valor este que não chegou nem perto de seus salários por esta película, pois Brad Pitt, George Clooney, Matt Damon, Andy Garcia e Julia Roberts receberam apenas valores simbólicos por suas atuações. E não é que deu certo? Incrivelmente certo. Uma química entre os atores e personagens, fez de Onze Homens e Um Segredo um dos melhores filmes de entretenimento, em seu real significado, do começo deste ano (2002).
Tudo começa
com a saída de Danny Ocean (George Clooney) da prisão na qual
residiu durante três anos. De lá sai com um plano, roubar três cassinos de
Las Vegas. Para isso conta a ajuda de mais dez conhecidos profissionais do
crime, cada um com sua habilidade. São os encaixes perfeitos do plano
minucioso do assalto, intrincado de detalhes que não podem falhar. Outro detalhe,
os três cassinos pertencem a um poderoso empresário, Terrence Benedict
(Andy Garcia) que soluciona a questão do título... “um segredo”...
é o atual homem de Tess (Julia Roberts), ex mulher de Danny
Ocean (George Clooney). Será que um pequeno clichê de vingança por
amor está inserido neste ato de roubo? Imagina, impressão sua, só um pequeno
detalhe ou um pequeno segredo.
Steven Soderbergh por
divertimento, fez um filme muito divertido, com direção no seu estilo mais
despojado. Um filme cheio de cinismo, com ritmo rápido e envolvente, e diálogos
sutis, cheios de trocadilhos.
Há momentos que tais diálogos beiram ao que há
de mais forçoso nos roteiros, algo totalmente planejado, não desce legal, mas
não podemos esquecer que estamos apenas nos divertindo. Essa é a verdadeira
questão de Onze Homens, não pode ser levado a sério. Afinal de contas, chega
de posições pseudo-intelectuais, há momentos que precisamos nos divertir e
lembrar que existe essa possibilidade com filmes como este.
Ah, claro, mulheres como eu, tem coisa melhor do que ter em um mesmo filme, Brad Pitt, George Clooney, Matt Damon e Andy Garcia? Por favor, tem como dizer algo de ruim sobre isso? Impossível! Até a Julia Roberts nós deixamos passar.